Poix é meus amigos....é tudo mt bonito o que se escreve neste blogue...mas será que é a realidade?
Longe disso.....EU.. Daniela Vieira (criadora da lendária reportagem sobre o Reino de Deus e a sua ligação com a Regressão espiritual) venho repor a verdade!!
Depois de diversas pesquisas documentais...experimentações diárias...horas e horas a fio gastas a tentar desvendar toda a verdade sobre a vida de um estagiário, eis que me vejo no ceio deles. Estagiário é sinónimo de bipolarismo periódico. Esta fase desenvolve-se apenas durante três meses na vida de um estudante. Neste período, emerge por todo o mundo uma nova espécie, no entanto, estudos apresentam que estas criaturas foram outrora pessoas normais mas que a mudança de habitat desperta nelas comportamentos Anti-Natura (como diz o meu pai), comportamentos menopausicos e ancestrais. A minha convivência com seis destes seres tem sido mt útil, pois, permitiu-me observar de perto e com rigor, todo o processo de transição de pessoa para estagiário, permitiu-me compreender também, como comunicam, como ceiam, os seus hábitos, os seus rituais de acasalamento....
1ºdia de estágio:
- O ser chega a casa eufórico com o seu crescimento pessoal e deslumbrado com o facto de ter passado o dia a carregar no play e no stop, de uma maquina gigantesca com aspecto de ser importante. A adrenalina da criatura eleva, produzindo uma ligeira histéricidade que o faz falar sobre o mesmo assunto horas e horas a fio. Quando se verifica neste estado, o ser deve ser imediatamente cortado para trás, ou seja, existem duas maneiras de lidar com a criatura, ou se desvia o olhar, ou tentamos alcançar o mais rapidamente possível os nossos aposentos, de maneira a não ferir susceptibilidades.Embora ansioso, o estagiário, no seu primeiro dia ainda demonstra mts comportamentos de um humano.
2ºdia de estágio:
- A criatura chega levemente esbaforida ao seu cubico (termo técnico para casulo) e procura apoio emocional em algo que o rodeie....o sofá. Neste acto denotam-se as primeiras reais transformações, a procura do sofá, é um dos hábitos diários destes seres. Outro hábito usual, que se desenvolve no segundo dia de estágio é o ritual dos taparwers.....as seis criaturas reúnem-se na cozinha de borta de caixinhas de plástico com tampas de cores exuberantes e repartem nestas as réstias do jantar (por vezes do almoço do dia anterior) à medida que invocam nomes de santos, tais como, sopinha de Sta. Teresinha, entre outros. É curioso apontar que estes seres são nomeadamente carnívoros, rejeitando qualquer tipo de pseudo-vegetarianismo que se tente implementar na tribo.
3ºdia de estágio:
- Ao terceiro dia de estágio, a criatura começa a apresentar fortes indícios de despessoalização. Esta despessoalização é acentuada particularmente quando começa a existir uma falha de comunicação entre membros da tribo, ou melhor, uma falha de linguagem. Este fenómeno denotou-se principalmente em dois elementos da tribo do sexo oposto. A ausência dos "ls" nos diálogos mais comuns da tribo caracteriza a disfunção de linguagem que se foi sentindo após o terceiro dia de estágio. As criaturas apagam da sua memória a simples existência da letra "l" que outrora picotaram na pré-primária e que verdade seja dita, é uma letra, que com o VIRAR do tempo se tornará imprescindível.
4ºdia de estágio:
- É difícil de controlar os estagiários. Ao quarto dia de estágio, a sanidade das criaturas encontra-se "adecaindo". Verificou-se em vários dos elementos da tribo a criação de amigos imaginários, tais como "Suzarte" e "Rodriguinho". Tentei comunicar com um membro da tribo para poder estudar melhor este sintoma, o qual balbuciou algo como, "contrato" e "bewiches", mas outra vez a falta de utilização da letra "l" assustou-me de tal forma que foi de todo impossível prosseguir o trabalho. Acho que estou a ficar afectada, a convivência com estes seres está a despoltar em mim sintomas estranhos, como o questionamento da minha orientação...pessoal.
5ºdia de estágio:
- Noto progressos na tribo...e n são mts...n são poucos...são bastantes. As criaturas habituaram-se à minha presença e acolheram-me como um deles, inclusive, consegui manter uma conversação de cinco segundos com um membro do sexo feminino, antes de adormecer. Ao quinto dia de estágio foi-me possível observar um ritual de acasalamento entre dois dos elementos da tribo. Este ritual consiste na escolha de um dos membros da tribo para desempenhar o papel de cria, assim que escolhido, a cria tem direito a pernoitar no quarto, com o macho e a fêmea envolvidos.
Novas novidades brevemente próximo post: relação estagiário-telenovelas Daniela Vieira, estagióloga da ESE
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5 comentários:
...ah e tal nunca fazes posts...
estou completamente petrificada com o teu vasto vocabulário...e com a forma coordenada (e pontuada) com que o usas... creio que a partir de hoje pensarei duas vezes antes de dizer q penso saber escrever.
A articulação das ideias também me espantou... fiquei subjogada ao ritmo do teu texto e das tuas originais e bem humoradas ideias...
Daniela Filipa... estou impressionada... e com aquele orgulho maternal identico ao que senti... hummm... n me lembro assim de nenhuma ocasião...
agora fico-me por aqui... com esperança de voltar a reler capitulos desta historia... e quase envergonhada por estar tão melhor q qq coisa q aqui escrevesse...
atenciosamente
sra jornalista mitó
lolol.. fizeste me "xorar" a rir :P e nao eh k eh mesmo assim.. lololol brutal
Fantástico...muito bom mesmo...A tua análise crítica da nossa realidade pareceu me no mínimo cientificamente credível...estou ansiosa pelo próximo capitulo!
Substimaram a menina!
Definitivamente, brilhante.
Bem, só assim naquela, vou por os meus miudos a picotar várias letras "L". Não se vá dar o caso de um dia aspirarem tirar o belo do curso de CSEM!
Se a Educação de Infância serve para preparar as crianças para a vida, então proponho-me a preparar as crianças para essa prova de fogo que é a transição de pessoa para estagiário!
Quantos mais picotarem menos probabilidade há de se esquecerem.
Brilhante afilhada!
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