Estava eu sossegada a começar a escrever um post sobre as noites de Lisboa, quando de repente recebo um mail bastante engraçado de um senhor que por sua vez também é bastante engraçado. De maneiras que.. nisto... apago todo o meu post... e toma lá copy paste do mail.. porque axo que é necessário fazer algum tipo de concorrência à daniela, e penso que nada melhor que o próprio Ricardo Araújo Pereira em pessoa....
Assim me despeço , e boa leitura a todos!
"IKEA: ENLOUQUEÇA VOCÊ MESMO...
Não digo que os móveis do IKEA não sejam baratos. O que digo é que não são móveis. Na altura em que os compramos, são um puzzle. A questão, portanto, é saber se o IKEA vende móveis baratos ou puzzles caros
Os problemas dos clientes do IKEA começam no nome da loja. Diz-se «Iqueia» ou «I quê à»? E é «o» IKEA ou «a» IKEA»? São ambiguidades que me deixam indisposto. Não saber a pronúncia correcta do nome da loja em que me encontro inquieta-me. E desconhecer o género a que pertence gera em mim uma insegurança que me inferioriza perante os funcionários. Receio que eles percebam, pelo meu comportamento, que julgo estar no «I quê à», quando, para eles, é evidente que estou na «Iqueia».
As dificuldades, porém, não são apenas semânticas mas também conceptuais. Toda a gente está convencida de que o IKEA vende móveis baratos, o que não é exactamente verdadeiro. O IKEA vende pilhas de tábuas e molhos de parafusos que, se tudo correr bem e Deus ajudar, depois de algum esforço hão-de transformar-se em móveis baratos. É uma espécie de Lego para adultos. Não digo que os móveis do IKEA não sejam baratos. O que digo é que não são móveis. Na altura em que os compramos, são um puzzle. A questão, portanto, é saber se o IKEA vende móveis baratos ou puzzles caros. Há dias, comprei no IKEA um móvel chamado Besta. Achei que combinava bem com a minha personalidade. Todo o material de que eu precisava e que tinha de levar até à caixa de pagamento pesava seiscentos quilos. Percebi melhor o nome do móvel. É preciso vir ao IKEA com uma besta de carga para carregar a tralha toda até à registadora. Este é um dos meus conselhos aos clientes do IKEA: não vá para lá sem duas ou três mulas. Eu alombei com a meia tonelada. O que poupei nos móveis, gastei no ortopedista. Neste momento, tenho doze estantes e três hérnias.
É claro que há aspectos positivos: as tábuas já vêm cortadas, o que é melhor do que nada. O IKEA não obriga os clientes a irem para a floresta cortar as árvores, embora por vezes se sinta que não faltará muito para que isso aconteça. Num futuro próximo, é possível que, ao comprar um móvel, o cliente receba um machado, um serrote e um mapa de determinado bosque na Suécia onde o IKEA tem dois ou três carvalhos debaixo de olho que considera terem potencial para se transformarem numa mesa-de-cabeceira engraçada.
Por outro lado, há problemas de solução difícil. Os móveis que comprei chegaram a casa em duas vezes. A equipa que trouxe a primeira parte já não estava lá para montar a segunda, e a equipa que trouxe a segunda recusou-se a mexer no trabalho que tinha sido iniciado pela primeira. Resultado: o cliente pagou dois transportes e duas montagens e ficou com um móvel incompleto. Se fosse um cliente qualquer, eu não me importaria. Mas como sou eu, aborrece--me um bocadinho. Numa loja que vende tudo às peças (que, por acaso, até encaixam bem umas nas outras) acaba por ser irónico que o serviço de transporte não encaixe bem no serviço de montagem. Idiossincrasias do comércio moderno.
Que fazer, então? Cada cliente terá o seu modo de reagir. O meu é este: para a próxima, pago com um cheque todo cortado aos bocadinhos e junto um rolo de fita gomada e um livro de instruções. Entrego metade dos confetti num dia e a outra metade no outro. E os suecos que montem tudo, se quiserem receber."
Os problemas dos clientes do IKEA começam no nome da loja. Diz-se «Iqueia» ou «I quê à»? E é «o» IKEA ou «a» IKEA»? São ambiguidades que me deixam indisposto. Não saber a pronúncia correcta do nome da loja em que me encontro inquieta-me. E desconhecer o género a que pertence gera em mim uma insegurança que me inferioriza perante os funcionários. Receio que eles percebam, pelo meu comportamento, que julgo estar no «I quê à», quando, para eles, é evidente que estou na «Iqueia».
As dificuldades, porém, não são apenas semânticas mas também conceptuais. Toda a gente está convencida de que o IKEA vende móveis baratos, o que não é exactamente verdadeiro. O IKEA vende pilhas de tábuas e molhos de parafusos que, se tudo correr bem e Deus ajudar, depois de algum esforço hão-de transformar-se em móveis baratos. É uma espécie de Lego para adultos. Não digo que os móveis do IKEA não sejam baratos. O que digo é que não são móveis. Na altura em que os compramos, são um puzzle. A questão, portanto, é saber se o IKEA vende móveis baratos ou puzzles caros. Há dias, comprei no IKEA um móvel chamado Besta. Achei que combinava bem com a minha personalidade. Todo o material de que eu precisava e que tinha de levar até à caixa de pagamento pesava seiscentos quilos. Percebi melhor o nome do móvel. É preciso vir ao IKEA com uma besta de carga para carregar a tralha toda até à registadora. Este é um dos meus conselhos aos clientes do IKEA: não vá para lá sem duas ou três mulas. Eu alombei com a meia tonelada. O que poupei nos móveis, gastei no ortopedista. Neste momento, tenho doze estantes e três hérnias.
É claro que há aspectos positivos: as tábuas já vêm cortadas, o que é melhor do que nada. O IKEA não obriga os clientes a irem para a floresta cortar as árvores, embora por vezes se sinta que não faltará muito para que isso aconteça. Num futuro próximo, é possível que, ao comprar um móvel, o cliente receba um machado, um serrote e um mapa de determinado bosque na Suécia onde o IKEA tem dois ou três carvalhos debaixo de olho que considera terem potencial para se transformarem numa mesa-de-cabeceira engraçada.
Por outro lado, há problemas de solução difícil. Os móveis que comprei chegaram a casa em duas vezes. A equipa que trouxe a primeira parte já não estava lá para montar a segunda, e a equipa que trouxe a segunda recusou-se a mexer no trabalho que tinha sido iniciado pela primeira. Resultado: o cliente pagou dois transportes e duas montagens e ficou com um móvel incompleto. Se fosse um cliente qualquer, eu não me importaria. Mas como sou eu, aborrece--me um bocadinho. Numa loja que vende tudo às peças (que, por acaso, até encaixam bem umas nas outras) acaba por ser irónico que o serviço de transporte não encaixe bem no serviço de montagem. Idiossincrasias do comércio moderno.
Que fazer, então? Cada cliente terá o seu modo de reagir. O meu é este: para a próxima, pago com um cheque todo cortado aos bocadinhos e junto um rolo de fita gomada e um livro de instruções. Entrego metade dos confetti num dia e a outra metade no outro. E os suecos que montem tudo, se quiserem receber."
10 comentários:
Já agora, é de reparar a minha gafue na coluna direita onde temos os videos do gato fedorento, mas os quais eu entitulo de "Gato Deforento" que penso ser uma boa alternativa para eles... Fedorento... Deforento.. axo k deforento soa melhor...
nao é gafue é gafe
lol n queres corrigir mais nada?.....
Estava eu aqui no estagio, em frente ao computador a pensar....mas por q raio é k temos um post que fala sobre o IKEA no nosso blogue.....
Ahahaha,...
Muito bom,..,mas agr fiquei confusa o Ricardo A. P. mora lá em casa???, ainda nao dei por ele!Mas tmb nao dou plo ostogio!!portanto!
Mas mais confusa fiquei com outra coisa:
- O que é que o R.A.P. tem a ver com a Dani??????...
Ines, a dani escreveu um coment k chegava aos COTOVELOS do Ricardo araujo, aos COTOVELOS!!
COTOVELOS!!!.....entao...ninguem diz nada!!!
???............
bem... pedro santos q n veja isto (e reparem q ao escrever pedro santos sem o artigo "o" estou a discursar como maya, aquele icone das nossas manhãs que ainda hoje me fez ligar a sic em directo para a ouvir antes de um almoço de "familia RL")
tb n entendo bem o pq deste despropositado post... pensei q ja tinham a dani para se armar em pseudo intelectual do humor nacional... pelo menos sempre é mais gira e plo q sei ja n transpira tanto...
n li o post pq ja o tinha lido naquela q é a revista do momento... a seguir à RL, está claro...
cumprimentos... e até logo plos vistos.
"ele é uma rapariga, ele é uma..."
Já que estamos numa de falar de assuntos desprovidos de propósito neste blogue...deixo-vos com um piqueno poema que descobri após uma extensa pesquisa, com o comando "sete à mesa"...
Sete à mesa
Cada um de seu lugar
marcaram
um ponto
e aí se encontraram
entre o sol
os inícios
e os caminhos
andados
entre a dúvida
e a (pouca) certeza...
atropeladas
as palavras
pela emoção
no canto da garganta
e nos abraços
apertados
e umas lágrimas
enroladas
no coração:
sete à mesa...
*Sim é verdade isto estava publicado num blogue, peço desculpa ao autor pelo copy, mas as circunstancias a isso obrigaram...
Ao ler o post da Sofia vários sentimentos percorreram o meu corpo...
1º - Vontade de espancar a "postadora", pelo facto de, desde que estou a estagiar, trazer GRATUITA e SEMANALMENTE, a revista onde sai a crónica do R.A.P. Lamentavelmente e, como não é muito dada ás leituras, a senhora só teve acesso a ela por meio de um e-mail - tão avançada tecnológicamente que ela é!
2º. - Vontade de espancar a "postadora" pelos enganos. Se exercitasse mais uma coisa chamada leitura, errava menos!
3º. - Vontade de espancar a "postadora",porque estou cansado de gabar a Daniela considerando-a a nova R.A.P.ariga do humor nacional.
4º. - Congratular a reputada colega, e apreciadora de maçãs, Maria Antónia Bastos pelo bom gosto nas leituras.
5º. - Levar Inês de Oliveira Sena a uma boa livraria e revelar-lhe a existência de verdadeiros livros de poesia.
Tenho dito.
"R.A.P.ariga"
..foi a única coisa bem absorvida deste post!
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